Investimento estrangeiro ganha força no mercado global

 

O volume global de investimento imobiliário estrangeiro cresceu cerca de 60% relativamente a 2009 e contabilizou cerca de 40% (90,7 mil milhões de euros) de todo o investimento directo em imobiliário terciário (222,1 mil milhões).

 

De acordo com o mais recente estudo da Jones Lang LaSalle, na área de Global Capital Markets, esta proporção é equivalente à registada nos anos de 2006 e 2007, nos quais se verificou um “boom”.

 

“Durante o percurso de queda, a actividade doméstica sustentou-se melhor globalmente do que a actividade estrangeira, uma vez que os investidores focavam a sua atenção em mercados familiares. Em 2010, contudo, os investidores capitalizados lideraram a deslocação para activos de qualidade em mercados maduro, core e transparentes, em detrimento de mercados domésticos de segunda e terceira linha e de maior risco, motivando assim o reaparecimento dos volumos de investimento estrangeiro”, explicou Arthur de Haast.

 

O responsável do International Capital Group da consultora revelou também que espera que “o crescimento das transacções domésticas e estrangeiras continue a verificar-se em 2011, à medida que os investidores estejam com maior permeabilidade ao risco”.

 

Em 2010, a Europa e o Médio Oriente exibiram maior número de operações de investimento estrangeiro (53%) do que doméstico (47%), com o volume do primeiro a ser composto, em igual proporção, por investimento inter-regional e intra-regional. O volume de investimento estrangeiro nestas duas regiões alcançaram os 50,2 mil milhões de euros, face a um mercado total que ascendeu a 95 mil milhões, o que representa um crescimento de 53% face a 2009.

 

No mercado português, o investimento internacional apresentou-se “igualmente dinâmico, tendo contabilizado 38% dos 765 milhões de euros transaccionados durante o ano de 2010”. Ainda que os investidores nacionais tenham estado mais activos através dos fundos de investimento imobiliário, “foram os investidores internacionais que protagonizaram as maiores operações” no país, como foi o caso da aquisição do Espaço Guimarães pela empresa de origem holandesa Corio.

 

Fonte: Construir

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